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Flisol Porto Alegre 2026

· 3 min para ler
Jovana Moschen
agrônoma, integrante da Rede Ecovida

No dia 25 de julho de 2026, participamos do Flisol – Festival Latino-Americano de Instalação de Software Livre, em Porto Alegre/RS, na Faculdade e Escola Técnica Alcides Maya.

Cartaz de divulgação da palestra da Rede Ecovida no Flisol Porto Alegre 2026, com Jovana e Cristiano

Descrição​

O Flisol acontece de forma simultânea em diversas cidades da América Latina, com o intuito de discutir e promover a utilização de Software Livre através de palestras e oficinas. Levamos nossa experiência com o ecossistema digital da Rede Ecovida (ecovida.org.br), com ênfase no Speco, sistema construído entre 2022 e 2025, quando foi colocado em produção. Pela primeira vez, integrantes da Rede Ecovida — Jovana e Cristiano — e da Tekoporã — na pessoa da Jovana — estiveram nesse espaço de troca e aprendizados.

Consideramos esses espaços de suma importância para o intercâmbio de conhecimentos e experiências, sobretudo para o fortalecimento das redes que trabalham em prol de sistemas livres e soberanos. Tivemos a oportunidade de ouvir experiências muito relevantes, conhecer novas pessoas e fazer conexões.

Nossa apresentação​

Nossa apresentação foi muito bem recebida e gerou bastante diálogo e questionamentos por parte das pessoas presentes, muitas querendo conhecer a parte da Certificação Orgânica e quem são as pessoas por trás do sistema. Ficaram felizes e admiradas por usarmos a linguagem Python e por termos desenvolvido o sistema de forma participativa e comunitária. Esse compartilhamento foi muito rico e importante para fazer novas conexões com pessoas alinhadas aos mesmos propósitos.

Outras palestras​

Tivemos a oportunidade de assistir a outras palestras e entender um pouco mais desse universo, com temas como educação, a valorização e humanização do trabalho de quem sustenta esses projetos, o pacote LibreOffice, inteligência artificial, entre outros.

Assistimos à palestra do professor Paulo Schopf (@pschopf), do Instituto de Educação de São Leopoldo/RS, que conseguiu implementar a migração para o sistema operacional Linux no instituto. Ele trouxe sua experiência de sensibilização e educação, já que o sistema utilizado anteriormente gerava altos custos e pressões de licenciamento. Segundo ele, houve muita rejeição, desconfiança e receio no início, seguidos de aceitação e estabilidade — trazendo a reflexão de que o maior desafio nunca foi o Linux, mas a mudança de hábitos.

Tivemos o prazer de conhecer Glória Barboza (@labarboza), que integra a Cumbuca Dev, projeto que promove diversidade e igualdade na TI através de programas educacionais com metodologia baseada em open source. Também conhecemos Gustavo Pacheco (@gbpacheco), da comunidade LibreOffice, que compartilhou sua experiência com esse pacote de aplicativos livre e gratuito para textos, planilhas, apresentações, desenhos, bancos de dados e fórmulas matemáticas — uma comunidade global que, em suas palavras, atua com inteligência coletiva, que acolhe, diferente da inteligência artificial, que descarta.

Conclusão​

Foi um grande prazer estar junto desse grupo e, acima de tudo, poder trazer nossa experiência de trabalho na Tekoporã e na Rede Ecovida de Agroecologia. Diante de todas essas conexões, percebemos que estamos alinhados com o mesmo propósito do software livre: estabelecer relações seguras e autônomas com as pessoas e desenvolver tecnologias abertas e descentralizadas de forma comunitária e justa.

Que possamos desenvolver competências técnicas locais e regionais e ampliar nossos resultados nacional e internacionalmente, com o objetivo de estimular novas contribuições para a comunidade Speco.